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Songs of Faith and Devotion - 19 Anos



Depois de 3 anos afastados dos estúdios os ingleses: David Gahan, Martin Gore, Andrew Fletcher e Alan Wilder trazem devolta o Depeche Mode. A banda reaparece com “Songs of Faith and Devotion”, um disco suave religioso e introspectivo. Desde de seu nascimento em 1981 o Depeche Mode foi classificado e reconhecido pelo seu trabalho que aliou o romantismo e uma sonoridade eletro pop. O novo disco é bastante diferente, Martin Gore obcecado por letras que falam de sexo, escreveu sobre o pecado, piedade, dor e absolvição. "Nunca fui cristão, mas sempre senti atração pela crença", conta Martin Gore. O vocalista David Gahan salientou que a intenção do álbum foi "levar as pessoas a encontrar o espiritualidade". Após 3 anos de inatividade o Depeche Mode volta ao topo das paradas, o novo disco Songs of Faith and Devotion é o mais vendido na Europa e Estados Unidos, o tema das musicas é o mesmo que consagrou a bando com o disco “Violaitor” em 1990: amor, sexo e religião, este novo disco é imperdível e mostra uma face mais sensível da banda. Martin Gore, David Gahan, Alan Wilder e Andrew Fletcher compuseram um álbum mais leve desta vez. Menos barulho, mais harmonia e muita preocupação com as letras. São estas as razões das do Depeche Mode ser o mais vendido. Desde de Violaitor (90), foram três anos de silêncio. Fletcher reclama: “Um ano passamos em turnê, o outro descansando e o terceiro gravando o novo disco”.
Em termos pessoais o ano de descanso foi muito movimentado: Fletcher e Martin viram pais, Alan produziu o Nitzer Ebb e relançou o projeto solo Recoil.
Dave descansou e casou de novo se mudou para os EUA onde deixou os cabelos cresce e as tatuagens se multiplicarem. Grunge ?
“É o que eu tenho ouvido, essas coisas sempre afetam o jeito das pessoas se vestirem”. Mas o Songs of Faith and Deveotion, entrou direto nas paradas dos EUA, e é puro Depeche Mode. Com algumas diferenças este disco é mais emotivo, mais espiritual, como diz o titulo as músicas tem alguma coisa em comum.
Os temas prediletos de Martin: ”Acho que Martin escreve sobre coisas que todo mundo entende e já viveu”. Só que desta vez ele cortou os poréns e foi direto ao assunto: homem como pecador, e mulher/amor com religião/salvação.
“Bem Martin é heterossexual, mas não deixou que isto ficasse muito claro, mas o nascimento de sua filha o afetou bastante. Deu a ele algo em que acreditar.”
A musica eletrônica não é necessariamente fria mas temos a convicção de não usar um som duas vezes então não dava mais usamos coro e cordas e isso foi mais solto e divertido.”Desta vez vamos ao Brasil, mas quem quiser ouvir musicas velhas pode esquecer, ainda gosto de Just Can’t Enough, mas não a tocamos mais senão viraríamos banda de cabaré, sempre tocando musicas velhas”.




Depeche Mode Uma Nova Postura


A 800 metros de onde o Depeche Mode gravou o décimo LP ao sul de Londres, fica a árvore onde Marc Bolan, carismatico líder do T Rex, encontrou a morte, duas semanas antes do seu 30 aniversário. Só os anjos podem dizer como o duende o pop teria vivido a fama em seus trinta anos. Para os 4 carinhas do Depeche Mode a quarta década tem sido de reflexição, transição e depressão.

“Nos últimos anos passei de garoto para homem”, diz David Gahan. Ele explica que seu casamento acabou com mais dor de cabeça do que seria de esperar e que ele fez exatamente o que seu pai fez abandonou o filho aos cinco anos. No inicio de 1992 ele se casou de novo. ”Derepente pude respirar e tomar pé de tudo”, diz. ”Este processo tem sido longo e doloroso e ainda estou me recuperando. Mas tenho muito mais perspectiva sobre minha vida”.
Muitas dessas angustias foram processadas no LP Songs fo Faith and Devotion, pouca vezes ele cantou com tantas forças e convicções, especialmente a faixa de abertura Condemnation - e raramente as letras de Martin Gore estiveram tão entro do contexto. No geral o disco é positivo e animador. Martin pensativo, Alan pragmático, Andrew parecem ter suportado bem o 30 primeiros anos de ida e a ascensão gradual da banda ao showbizz, melhor do que o líder. Sua confiança esta confirmado com o uso de cantores convidados, cantores gospel e até de uma orquestra inteira. É Dave - de cavanhaque, cabelos compridos que expressa melhor a nova postura. ”Estamos tentando elevar as pessoas a um nível mais alto, levá-las um lugar onde podem encontrar algo espiritual”, explica.
A banda começou a trabalhar de novo em março de 1992 depois de 1 ano de férias, eles insistem em ser entrevistados separadamente então fica difícil ter uma opinião da banda sobre o seu próprio trabalho e maneira de pensar. Mas parece que o grupo levou muito para se entrosar depois das férias. ”Foi um momento difícil em certos momentos sem dúvida”, diz Wilder. ”O fato de termos nos separado e ter feito coisas diferentes, ter filhos, viajar nós deu uma perpesctiva diferente sobre o grupo é para todos nós. Na volta demoramos para nós acostumar. Acho que de agora uns 3 meses pra cá recuperamos a unidade”.


Morando na Mala


As diferenças são explicadas e não difíceis de imaginar, Gahan morava em uma mala entre Londress e Los Angels, Wilder tinha gravado um álbum solo com seu projeto Recoil. Ele quase não saiu do estúdio. Fletcher e Gore descobriram as maravilhas de ser pai. Fletcher ainda se tornou sócio de um restaurante em St.Jhon’s Wood, zona norte de Londres. ”Para fazer a verdade até pensei em fazer um novo disco solo”, diz Gore, ”Mas quando a minha filha nasceu aquilo parecia mais divertido que voltar ao estúdio. Preferi ter uma filha e me envolver com Sega, Mega Drive, Nitendo. Perdi meses com Sonic The Hedgehog!”. O dilema do Depeche Mode é o mesmo de qualquer banda do início dos anos 80 consolidar a carreira e a família. Para bandas como o Duran Duran a solução foi a separação, mas para o Depeche Mode mesmo sabendo que a vida de roqueiros destrói relações eles estão preparando um super turnê que levará 18 meses. ”Gostaria de ter uma vida fora do rock, mas estou enterrado até o pescoço nisso, minha mulher me apoiaria mesmo que tivéssemos que ficar muito tempo separados”, diz Gahan, ”O que temos é muito mais forte que isso”. Wilder pensa igual: ”Eu e minha mulher estamos juntos a tanto tempo que não parece estranho para ela quando eu vou embora”. A vontade de decolar nos anos 90 sem abalar a paz familiar não é arrogância eles acreditam que as famílias agüentam o pique - mas há algo de vingativo nisso. A Inglaterra não os tratou bem. Os críticos ainda riem das langeris e vestidos que Martin Gore vestia no inicio dos anos 80, sua musica era descartada por ser “Fria”. Fletcher lembra que apenas uma rádio toca suas musicas por que tinha que fazê-la. Eles são sucesso em qualquer pais do mundo mas continuam sendo ignorados em casa. A solução foi construir o sucesso na América onde a banda estourou em 1985 com “Peaple are Peaple”. Mas eles não pretender se vender para chegar ao topo. ”Nós não corremos a cegas”, diz Wilder. ”Talvez isso tenha sido nosso prejuízo, talvez devêssemos ter sido mais corajosos e teríamos conseguido alcançar esse momento antes, bem que preocupação é bom de vez em quando”.


Falta de Semancol


Se o DM tem tratado seu sucesso com cautela o mesmo não pode se falar de suas turnês e discos. Eles falam de um Deus misericordiosos (Blasphemous Rumours) - glorificam o sadomasoquismo (Master and Sevent) - exploram o amor obsessivo (Stripped e Personal Jesus) - musicas pensativas e ao mesmo tempo rápidas e alegres. Martin Gore é um mestre em mexer com emoções. ”Acho que sempre escrevi musicas belas”, diz ele, ”Mesmo quando estava deprimido escrevi musicas que mostram a luz no fim do túnel” . ”Master and Sevent parece uma musica sobre S&M mas não é”. O sadomasoquismo é uma pessoa sadomasoquista ou está só provocando: “Não sempre tentei escrever de um ponto de vista pessoal. Acho belas as coisas sobre as quais escrevo. Realmente gosto da imagem do S&M e clubes de coisas assim”.
Esse ultimo tema é raro no ultimo álbum: ”Acho que deve estar lá é só procurar”, diz Martin. Com um boné de esqui, ombros caídos e calça de couro, Martin é uma figura bem esquisita. Segura o cigarro entre o polegar e o indicador e traga com força, enquanto pensa como responder as perguntas. Alguma coisa entre os dentes e a língua faz com que o fim de algumas palavras não seja pronunciado e outras comecem com “th” e “sh” (esse problema de fala chama-se zetacismo).
É como um truque de ventrículo. Com tantas musicas legais Martin deveria ser incluído em uma lista do tipo os dez mais, ”Fomos convidados para ir ao Ivor Novello Awards,mas nunca fomos. Cerimônias premiações que quer ir ? É embaraçoso ter um disco de ouro na parede é como dizer: Veja como sou importante”, diz Gore. O que deixa o louro do DM frustrado é a critica britânica taxado sua musica de fria e lembrando suas quedas por roupas femininas. ”Foi uma fase tão curta e insignificante, reclama”. Você tem remorso ? “Bem talvez eu possa fazer novamente daqui uns 4 anos quando minhas filhas poderem ver fotos. Tente explicar isso!”.




Mais Perto do Céu


O novo álbum está cheio de referencias religiosas. Dave parece um pinguço ao anunciar: ”Amigos se vocês perderam seu caminho...” no meio de “Get right wth me”, ”eu tenho que acreditar que cantar pode me tornar um homem melhor”, em “One Crass”, ”Sempre fui fascinado por religiões, nunca fui cristão ou devoto de alguma religião, mas gosto da idéia da crença” diz Gore.

“Para o titulo do LP queiramos algo que tivesse haver com religião, mas também um pouco de ambigüidade. Song of Faith and Devotion soa muito devoto, mas ao mesmo tempo fé no que? Devoção a que? ”. No caso de Gore a resposta pode ser sexo nas duas perguntas. Com todo o seu tom de religião o álbum ainda está tingido de desejos sexuais, ”I your Room” deve ser a musica mais sensual que eles já gravaram. ”Cerca de 70% das nossas musicas falam de sexo, acho uma coisa importante e fico surpreso quando converso com as pessoas e elas consideram o sexo secundário”, diz Marty. O DM escreve e grava os seus discos sem sofrer pressão alguma, o chefe Daniel Muller dono do selo que esta com eles desde do inicio a MUTE RECORDS, não faz pressão. ”A ultima vez que isso aconteceu foi em 1986 quando nossa gravadora americana a SIRE fez trocarmos Striped que foi feita em uma semana por But Not The Night que foi feita em um dia, foi um fracasso, eles perderam nosso respeito foi o fim”. Naquele ano tudo ia bem para a banda nos EUA, a rádio KROQ de Los Angeles e outra de Nova Yorque tocavam tanto nossas musicas que os ingressos se esgotaram em poucas horas. Os shows foram bem planejados, bem organizados, bem iluminados com tons de vermelho e roxo. Dave diz que Bono Vox do U2 foi em uma apresentação do show Violaitor e “pegou muitas de nossas idéias”. O próprio Dave estava fazendo o estilo irônico no final de 1986. ”Você tem que tomar muito cuidado para não ultrapassar a fronteira do venham me ver sou Deus, e o venham me ver que eu vou fazer você ter vontade de ir pra casa e trepar com sua namorada. Me encaixo na segunda opção”, diz Dave.



Castelo de Cartas


No meio dos anos 80 a vida de Dave começa a desmoronar sentado em um estúdio nervoso ele parece pronto para expor seu problemas pessoais, alias os integrantes do Depeche Mode não discutem entre si seus problemas pessoais, mas parece que desta vez ele parece estar ciente que isto pode ajudá-lo. ”Nos tempos em que eu era um cara filha da puta que não gostava do que via ou do que criava, isso é muito pessoal mas relevante da maneira que eu queria me colocar nesta álbum”, diz Dave. ”Eu tinha vivido muito tempo com minha ex-esposa, Joanne, eramos amigos e isso se deteriorou. Mais por minha culpa, mas agora sei que tinha que acabar por mais doloroso que isso tenha causado para todos os envolvidos. Eu tinha que fazer novas perspectivas para poder me dedicar de corpo e alma para a minha musica. É fácil perder suas perspectivas em certos casos”, conclui. Muitas pessoas podem dizer que isso foi uma atitude egoísta escolher a carreira ao invés da família. ”É muito mais que uma simples escolha a uma pequena diferença do que você acredita ser amor e o que você realmente acha ser o amor”.
Dave se casou em 1992 pela segunda vez com uma americana, e mesmo dizendo estar mais feliz do que nunca esteve ele está atormentado por ter deixado a mulher e o filho de 5 anos.
“É muito difícil falar sobre isto ainda não superei o fato de ser pai por meio período. Por mais que eu ache ter influencia na vida do meu filho, não ha muito que eu posso fazer”


Songs of Faith and Devotion é o oitavo álbum da banda britânica, a primeira vez que o Depeche Mode usou uma bateria acústica, sendo um álbum muito importante na história da banda por causa das várias influências de rock pesado, grunge e até gospel em suas letras e ritmos, contando com a presença de duas ótimas Backing Vocals.

É bastante inovador e fez um grande sucesso no mundo todo, tomando de assalto o primeiro lugar tanto nos Estados Unidos (na Billboard) quanto no Reino Unido, também disco de platina nos E.U.A. Lançou os sucessos I Feel You, Walking In My Shoes, Condemnation e In Your Room. Destaques para Higher Love e Mercy in You.

Foi apoiado pela Devotional Tour, a maior turnê do Depeche Mode até hoje. Nessa época, o sucesso da banda era gigantesco. Eram a segunda maior banda alternativa do mundo (perdendo apenas para um grande R.E.M.). A turnê foi tão bem sucedida que teve que ser estendida e seu palco alterado, dando origem a Exotic Tour (Que contou com duas grandes apresentações no Brasil) e a Summer '94, exclusiva dos norte-americanos, com shows tomando todo o verão. Foram 14 meses de turnê e aproximadamente 159 shows.

Estimativas afirmam que foram vendidas mais de 5 000 000 de cópias, com 1 000 000 nos E.U.A.. Também dá um importante título à banda, a de ser a primeira banda alternativa britânica a ter um álbum em primeiro lugar na Billboard 200. A banda que chegou mais perto desse recorde foi o The Cure (que por acaso, são grandes amigos da banda) com o álbum Wish, em segundo lugar.

Faixas do Album:

1. I Feel You
2. Walking In My Shoes
3. Condemnation
4. Mercy In You
5. Judas
6. In Your Room
7. Get Right With Me
8. Rush
9. One Caress
10. Higher Love



Songs of Faith and Devotion Live é um álbum ao vivo do Depeche Mode realizado durante a Devotional Tour, e lançado em 1993. Contém apresentações em Copenhagen, Milão, Liévin e New Orleans, e consiste exatamente em versões ao vivo de faixa por faixa do álbum de estúdio Songs of Faith and Devotion. Mesmo a turnê sendo tão bem-sucedida, estranhamente o álbum são um dos menos vendidos da história da banda, tomado como um dos seus poucos erros comerciais.

Faixas do Album:

1. I Feel You
2. Walking in My Shoes
3. Condemnation
4. Mercy in You
5. Judas
6. In Your Room
7. Get Right with Me
8. Rush
9. One Caress
10. Higher Love


Edição Limitada Remasterizada SACD+DVD do álbum Songs Of Faith And Devotion.



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