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Martin e Andy Falam Sobre Novo Trabalho


Martin e Andy concederam entrevista ao jornal português, Correio da Manhã:

Vem aí um novo álbum e uma nova Tour. 2013 representa um novo começo para os Depeche Mode?
Martin Gore – É antes uma evolução natural. Sabemos sempre que terminamos um novo projeto fazemos uma pausa. E voltamos agora para o mostrar.

Estão juntos há 32 anos. O processo de criação ainda é o mesmo?
Andrew Fletcher – Sim, ainda é em grande parte. Apesar de termos tentado trabalhar com pessoas diferentes, a maneira como o Martin e o Dave [Gahan] escrevem músicas fora do estúdio e depois as gravamos é a mesma…
Martin Gore – Nos últimos três discos, trabalhamos com o mesmo produtor e com a mesma técnica. Agora quisemos fazer algo de diferente e tivemos conosco o Christopher Berg, vindo da Suécia. Ele trouxe muito a este novo álbum ele é muito bom em trabalhar o som.

Sentem-se ainda hoje pioneiros do ‘techno pop’?
Andrew Fletcher – Somos muito mais ‘blues rock’ e não gostamos muito de estereótipos…
Martin Gore – A música eletrônica tornou-se, hoje em dia, tão grande e tão pop! Houve uma altura que sentimos a necessidade de erguer essa bandeira, mas hoje já não temos de o fazer. Há tanta gente que a usa agora que já é ‘mainstream’.

Costumam dizer que estar no mesmo grupo ao fim de 32 anos é como estar numa relação amorosa. O que os define como banda cultuada?
Andrew Flecther – Gosto disso, pessoalmente. Houve alguém que me disse que éramos a maior banda de culto do Mundo. Gostamos dessa expressão e uma das razões é porque mantemos algum segredo para os nossos fãs.
Martin Gore – Uma das coisas que não percebemos é o fato de nos termos tornado quase um modo de vida para a grande maioria dos nossos fãs. Não sabemos porque acontece mas é lisonjeiro.

E os seus fãs têm vindo também a ficado mais jovens…
Andrew Fletcher – Sim, vemos que os nossos fãs são cada vez mais novos. É uma evidência. O nosso DJ é novo e vimos na última tour jovens na plateia. E logo na primeira fila… Mas, por outro lado, é bom termos uma plateia que envelhece connosco. Porém, se atraímos gente mais jovem para a nossa música, isso também é bom.

Acham que os seus fãs têm bons mentores na música, nos dias de hoje?
Martin Gore – Acho que a forma como a indústria da música se tem desenvolvido na última década é vergonhosa! Não tudo, mas 90 por cento da música de hoje é manufaturada e isso tornou-se aceitável. Para um jovem, que o vê na televisão, tornou-se normal querer ser uma estrela e, ao ver certos programas, até querer ser uma celebridade. Quando crescemos, o que era normal era fazer música, formar uma banda e lutar por concertos, tendo nós mesmos de batalhar para crescer. Hoje, já não se pensa em escrever canções, mas em participar num concurso televisivo para me tornar num sucesso da noite para o dia.

Até que ponto ainda se surpreendem ao subirem ao palco?
Andrew Fletcher – Não se pode falar de mistério, mas de entusiasmo. Hoje temos tamanha qualidade em palco e há multidões a quererem ver-nos. É fantástico! Como Depeche Mode temos sorte porque nos costumam perguntar: ‘a melhor plateia é a da Hungria ou a de Espanha?’. Pois bem, a resposta é: a melhor plateia do Mundo é a que gosta dos Depeche Mode. Não podemos dizer que apreciamos a de determinado país. Quando atuamos é tão emocionante… É um sentimento fantástico!

A sua preferência vai então sempre para as grandes plateias, os estádios…
Andrew Fletcher – Sim, grandes plateias. Mas também gostamos da diferença que é estar em salas mais pequenas. 
Martin Gore – Ajuda que toquemos para grandes plateias porque assim chegamos a mais gente. E podemos fazer uma tour mais pequena [risos].

Crédito: Correio da Manhã

2 comentários :

Juliana | 14 de janeiro de 2013 13:40

Obrigada pela tradução! Adorei! Teu Blog é excelente e to sempre por aqui! =D

Luis Fernando.DM | 14 de janeiro de 2013 20:55

Obrigado Juliana,

Sinta-se em casa, o blog é nosso e fique a vontade em colaborar, criticar e at mesmo elogiar, o espaço é nosso, fãs da melhor banda do universo. :)